Humanos e pombos pensam de forma parecida, conclui estudo

Do UOL, em São Paulo

 
 
 
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A organização do raciocínio cerebral dos pombos guarda muitas semelhanças com a forma como o cérebro humano se organiza, principalmente em termos de memória de longo prazo e resolução de problemas, mostra estudo do Imperial College London, na Inglaterra. O grupo focou, especialmente, em observações no hipocampo e no córtex pré-fronta e concluiu que essas áreas têm conexões muito parecidas tanto no cérebro dos pombos quanto no dos humanos Julian Stratenschulte/dpa/AFP

Um estudo conduzido pelo Imperial College London, na Inglaterra, e divulgado pelo jornal científico Frontiers in Computational Neuroscience aponta similaridades surpreendentes no funcionamento dos cérebros de humanos e pombos.

De acordo com a pesquisa – que analisou 34 estudos de anatomia, mapeando, pela primeira vez de forma superdetalhada o cérebro dos pombos -, a organização do raciocínio cerebral dessas aves guarda muitas semelhanças com a forma como o cérebro humano se organiza, principalmente em termos de memória de longo prazo e resolução de problemas.

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Na análise, os pesquisadores focaram especialmente em áreas do cérebro que são responsáveis pelo processamento de informações e que são importantes para o raciocínio cognitivo de alto nível. Assim, observaram principalmente o hipocampo, que provê o senso de de direção e a memória de longo prazo, e o córtex pré-frontal, que é essencial para raciocínios complexos como a tomada de decisões.

A conclusão foi de que essas áreas apresentam conexões muito parecidas tanto no cérebro dos pombos quanto no dos humanos.

“Os pássaros se desenvolveram de forma separada dos humanos por mais de 300 milhões de anos, mas surpreendem pela inteligência que apresentam, semelhante, em muitos aspectos, à de humanos e macacos. Nosso estudo mostra que ao encontrar semelhanças com o nosso cérebro é possível determinar os princípios básicos do funcionamento desse órgão”, disse o autor da pesquisa, o professor Murray Shanahan, ao divulgá-la nesta semana.

Segundo Shanahan, o objetivo do estudo é usar a informação pesquisada na construção de computadores que possam imitar a forma como o cérebro funciona, aprimorando a elaboração de robôs. 

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