Experiência religiosa encolhe uma parte do cérebro, diz pesquisa

Artigo publicado por pesquisadores em neurociência da Universidade de Duke causa polêmica entre religiosos
por Rafael Cabral

 http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI340365-17770,00-EXPERIENCIA+RELIGIOSA+ENCOLHE+UMA+PARTE+DO+CEREBRO+DIZ+PESQUISA.htmlEditora Globo

Outras pesquisas já avaliaram o potencial de técnicas como meditação e reza para a melhoria de funções cerebrais

Um artigo científico escrito por pesquisadores em neurociência da prestigiada Universidade de Duke vem causando polêmica entre religiosos. Publicado na revista especializada PLoS One, o texto afirma que pessoas que passam por experiências místicas significativas podem sofrer um encolhimento de uma parte importantíssima do cérebro.

O estudo mostrou que, em comparação com pessoas sem afiliações espirituais, religiosos tendem a apresentar uma maior atrofia na área cerebral do hipocampo, sejam eles ligados a grupos organizados ou independentes. A região do hipocampo é central na assimilação de emoções e na transformação de memórias de curto prazo em lembranças duradouras, além de ser vital para a manutenção de outras funções cerebrais.

Para a realização do estudo, os pesquisadores usaram a técnica da ressonância magnética funcional (fMRI) para medir o volume do hipocampo de 268 homens e mulheres com 58 anos ou mais. Os participantes haviam sido recrutados para um estudo sobre depressão na idade madura, mas responderam uma série de perguntas ligadas às suas crenças religiosas e foram também avaliados e separados de acordo com a expressão da sua fé.

Além de separados entre religiosos e não-religiosos, dois grupos específicos foram divididos entre os deístas – cristãos renascidos (‘born again christians’) e aqueles que tiveram experiências religiosas marcantes e que mudaram suas vidas.

O resultado mostrou uma diferença significativa na atrofia do hipocampo dos indivíduos que reportavam experiências místicas marcantes, em comparação com não-religiosos ou mesmo com religiosos que não tiveram revelações tão grandiosas. Os acadêmicos estipulam que a diferença possa ser causada pelo stress vivenciado por esses indivíduos, que, com o tempo, pode prejudicar a área do hipocampo.

O estudo é um dos poucos a focar nos efeitos de longo prazo no cérebro de religiosos. Diversas outras pesquisas da área de neurociência investigaram o efeito de técnicas como a meditação e a reza, grande parte delas descobrindo efeitos bastante positivos – redução de depressão, ansiedade e melhoria na função cerebral.

A pesquisa completa pode ser lida aqui.

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