Animal ‘urbano’ tem cérebro maior que similar selvagem

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2013/08/31/cidade-esta-aumentando-cerebro-de-animais-mostra-biologa.htm

Carl Zimmer
The New York Times

31/08/2013

  • Animais que vivem em ambientes muito modificados, como as grandes cidades, têm cérebros maiores do que os que vivem no habitat natural. A descoberta foi feita pela bióloga Emilie C. Snell-Rood, da Universidade de Minnesota (EUA), após comparar crânios de dez espécies que, hoje, são facilmente encontradas nas metrópoles, como esquilos, ratos, musaranhos e morcegos
  • Animais que vivem em ambientes muito modificados, como as grandes cidades, têm cérebros maiores do que os que vivem no habitat natural. A descoberta foi feita pela bióloga Emilie C. Snell-Rood, da Universidade de Minnesota (EUA), após comparar crânios de dez espécies que, hoje, são facilmente encontradas nas metrópoles, como esquilos, ratos, musaranhos e morcegos

Os biólogos evolutivos reconheceram que os seres humanos exercem uma enorme influência no processo evolutivo. Em um novo estudo, a bióloga Emilie C. Snell-Rood, da Universidade de Minnesota (EUA), apresenta evidências que sugerem que impulsionamos isso de uma forma mais surpreendente. Ao modificarmos os locais em que os animais vivem, estamos estimulando o desenvolvimento de cérebros maiores.

A conclusão da bióloga está fundamentada em uma coleção de crânios mantida pelo Museu Bell de História Natural, da Universidade de Minnesota. Ela selecionou dez espécies para o estudo, incluindo ratos, musaranhos, morcegos e esquilos. A pesquisadora selecionou dezenas de crânios distintos que foram coletados há menos de um século. A estudante de graduação Naomi Wick mediu as dimensões dos crânios, o que permitiu estimar o tamanho dos cérebros.

A pesquisa apresentou dois resultados importantes. Os cérebros de duas espécies de roedores que habitam cidades e subúrbios – o Peromyscus leucopus e o arganaz-dos-prados (Microtus pennsylvanicus) – eram 6% maiores que os desses mesmos animais coletados em fazendas e outras zonas rurais. O grupo concluiu que os cérebros dessas espécies ficaram significativamente maiores após seu deslocamento para cidades e povoados.

Além disso, Snell-Rood e Wick descobriram que duas espécies de musaranho e duas espécies de morcego, capturadas em zonas rurais, também apresentaram aumento dos cérebros.

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