A HIPERCOMUNICAÇÃO

capa 2 A HIPERCOMUNICAÇÃO (1)

Leandro Marshall

Editora Virtual Books
ISBN 978.85.434.0204.8
2014

[…] Este processo de hegemonia das imagens estaria a gangrenar o imaginário e a subjetividade ao ponto mínimo possível, de modo que nem mais a linguagem e os jogos semânticos do senso comum ofereceriam vacinas para reverter a espiral sem fim da estética total. No estágio agudo do capitalismo tardio, o Big-Bang de imagens acabaria colhendo tão somente uma safra de relativismo, de niilismo e de milenarismo, que empurraria a sociedade à própria desertificação da razão e ao desencantamento do espírito criativo e emancipador. […]

[…] O próprio sujeito passaria a ser um zumbi em seu mundo. As vertigens pós-modernas espalhariam por todo lado o inumano, a prótese do sonho, os desejos maquínicos, realizando o sonho do golem original no plano do virtual e do simulacro. Os sujeitos amarrados aos objetos serviriam apenas de manequins involuntários para o balé das imagens-objetos e dos objetos-imagens. […]

[…] Nesta lógica, a essência mítica das coisas deixaria consequentemente de estar no mundo do sensível ou no universo metafísico do inteligível. Ela se arrastaria moribunda como uma crença sem sentido, perdida para sempre pela desconstrução e pela inversão do segredo das substâncias. Não haveria mais essência, este fetiche adorável dos idealistas, mas apenas a representação vazia ou a ilusão do que as coisas passaram a significar. […]

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